10. julho 2020

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27 de março de 2020
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A recomendação é “fique em casa”, mas se precisar ir ao mercado para fazer compras, faça uma lista e compre alimentos para uma semana inteira, pra não precisar sair da sua residência várias vezes.

Preste atenção no passo a passo abaixo para proteger a você e sua família, porque não se sabe exatamente por quanto tempo o vírus pode ficar retido nas superfícies.

“Isso vai depender de cada superfície. Foram feitos vários estudos anteriormente e isso depende da quantidade de secreção respiratória liberada, depende do tipo de material, se o lugar está ventilado, dentre outras coisas”, explicou o infectologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais Mateus Westin, ao Estado de Minas.

Pra fazer é simples: use com uma colher de sopa de água sanitária para cada litro de água comum.

Veja como evitar a contaminação pelo vírus e aumentar a segurança durante as compras:

Sua higienização

  • Não há necessidade de higienizar o carrinho ou cestinho de compras, mas as mãos devem sempre ser higienizadas.
  • Evite colocar as mãos nos olhos, nariz e boca durante as compras
  • Mantenha distanciamento de 1,5m das outras pessoas.
  • Pague as compras com cartão. O dinheiro costuma ser mais manipulado.

Durante as compras

  • Frios: prefira os embalados, para não ficar na fila
  • Frutas e legumes: proteja as mãos com saco plástico para pegar os alimentos

Quando chegar em casa

  • Ao sair do carro, limpe o volante e a maçaneta do carro com solução clorada
  • Se for subir de elevador, toque o botão com a chave do carro, não com o dedo
  • Higienize os sapatos antes de entrar em casa com solução clorada também
  • Pegue outro calçado, ou chinelo, para andar dentro de casa e deixe aquele usado no mercado reservado e limpo num cantinho, para as próximas saídas necessárias
  • É importante trocar de roupa assim que voltar da rua e tomar um banho
  • Higienize as mãos com água e sabão
  • Limpe a maçaneta da porta de casa com solução clorada

Higienize os alimentos

  • Higienize os alimentos antes de guardá-los na geladeira
  • Lave frutas e hortaliças separadamente para evitar a chamada contaminação cruzada.
  • Alimentos com casca precisam ser limpos com escovinha ou bucha, para que a sujeira superficial seja retirada por completo. Depois, enxágue em água corrente.
  • Verduras folhosas devem ser deixadas de molho por 15 minutos em solução clorada
  • Verduras e os legumes orgânicos também precisam ser lavados.
  • No caso das folhas, depois de lavadas, seque em centrífugas apropriadas. Para frutas e legumes, utilize papel.

Higienização da casa

  • Higienize diariamente o piso da casa com solução clorada
  • Higienize superfícies como mesas e telefones com desinfetante
  • Reduza ao máximo o número de visitas em casa
Foto: Pixabay

 

Atenção

A solução clorada só serve para lavar paredes, vidros e pisos. NUNCA passe água sanitária no corpo.

Lembre-se que o coronavírus, além do contato com pessoas infectadas e superfícies contaminadas, também pode ser transmitido pelo ar – por meio de gotículas de saliva, espirro e tosse.

Então na hora de tossir ou espirrar, use um lenço, ou leve o braço com a manga da camisa até a boca.

 

Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotíciaBoa – Com informações do EstadoDeMinas


23 de março de 2020
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Um dos efeitos do isolamento social que a pandemia do novo coronavírus tem gerado é um impacto econômico, em especial para trabalhadores informais ou autônomos. Buscando ajudar as mulheres que se encaixam nesse grupo, foi criado o Boleto+1.

A ideia do grupo do Facebook, criado na terça-feira, 17, é reunir pessoas que estão precisando de ajuda, em especial financeira, com pessoas que tenham condições de ajudar. “A ideia inicial era chamar as redes de amigos para que, entre eles, pudéssemos conversar e ajudar a pagar contas”, explica Janaina Kremer, professora de teatro e atriz.

Foi a partir de uma publicação de Janaina na segunda, 16, que a ideia para criar o grupo surgiu. “Eu fiquei aflita ao ver o problema dessas pessoas, que precisaram parar de trabalhar. Questionei o que poderia ser feito”, explica ela. A sugestão veio de uma amiga, Livia Pasqual, que sugeriu organizar um grupo.

Logo depois, a sugestão foi posta em prática. Além de Janaina e Livia, Priscila Guerra e Tatiana Masaad Nequete foram responsáveis por fundar e agora organizam o grupo, também com a ajuda de Caroline Falero. Janaina vive no interior do Rio Grande do Sul, enquanto Priscila, Tatiana e Livia vivem na capital do Estado e Caroline vive em São Paulo.

Janaina comenta que ficou surpresa com a dimensão que o grupo tomou. Hoje são mais de seis mil membros, de diversos estados. O crescimento já faz o grupo pensar que, em breve, precisarão de mais pessoas para ajudar a cuidar do grupo.

Ela também comenta que, apesar do objetivo ser ajudar mulheres, que geralmente precisam sustentar e cuidar da casa, dos filhos e dos pais – além de trabalhar -, homens também podem entrar no grupo, mas apenas para ajudar.

Uma das beneficiadas foi Vera Carvalho, que ministra aulas de pilates, dança e movimento. Ela teve que se mudar para o interior do Rio Grande do Sul para cuidar da mãe, e perdeu todos os seus clientes. Com dificuldade para encontrar novos e a perda de um espaço onde realizaria aulas, fechado devido ao novo coronavírus, ela fez uma publicação pedindo ajuda.

A resposta foi imediata, super rápida, uma coisa comovente, tocante, de conhecidos e desconhecidos que se disponibilizaram a pagar as contas”, conta ela. Além disso, Vera também divulgou suas aulas, que podem ser feitas pela internet, e conseguiu vários alunos que, em quarentena, buscam atividades para desenvolver. Alguns quiseram fazer apenas uma aula, mas outros já pagaram por um mês.

As ajudas se manifestam de diferentes formas. Algumas pessoas oferecem dinheiro, outras oferecem transporte, ou comida. Também há pessoas oferecendo aulas, gratuitas e pagas, além de publicações com depoimentos e agradecimentos. “Tudo está acontecendo organicamente”, ressalta Janaina.

A professora recebeu relatos de amigas próximas que receberam ajuda graças ao grupo, e também de amigos que ajudaram outros pessoas. Para ela, um lado positivo é esse estímulo à criação de um senso de comunidade e auxílio mútuo, essenciais em tempos de crise.

“Eu gostaria que ninguém precisasse disso, na maioria das vezes quando uma pessoa pede ajuda ela está em uma situação limite, ninguém gosta”, observa Janaina. Entretanto, ela fica feliz por conseguir, de algum modo, ajudar o próximo: “se alguém dormir melhor hoje, que bom”.

 

Fonte: msn