10. julho 2020

Arquivos Mundo - Bessa News

8 de abril de 2020
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O cofundador e CEO do Twitter, Jack Dorsey, doou parte de sua participação na rede social para recuperação econômica e social, durante e após a pandemia de coronavírus.

A doação representa 28% de toda a fortuna dele. O anúncio foi feito pelo Twitter, onde Dorsey divulgou os valores: 1 bilhão de dólares – quase R$ 5,2 bilhões – para a luta contra o novo coronavírus.

Foto: Divulgação

“Por quê agora? Porque as necessidades são urgentes e porque quero ver resultados em vida”, escreveu o programador de 43 anos no Twitter. “Espero que isto inspire outros a fazer algo do gênero. A vida é demasiado curta, por isso vamos fazer o que podemos para ajudar as pessoas agora”, continuou.

A quantia vem da Start Small Foundation, criada pelo próprio empresário e que conta com a orientação da Silicon Valley Community Foundation.

Transparência

No Twitter, Dorsey disponibilizou um documento onde detalha toda as aplicações deste novo fundo.

“Por quê a transparência? É importante mostrar o que estou fazendo para outros se inspirarem. Já descobri e financiei muitas organizações com impacto comprovado, sobretudo de forma anônima. No futuro, todas as doações serão públicas. Aceitam-se sugestões. Abram já a aplicação do seu grupo”, escreveu.

Educação

Quando o surto de coronavírus estiver controlado, o fundo terá dois alvos prioritários: a saúde e a educação infantil feminina e o rendimento básico incondicional (RBI).

“Acredito que estes pontos representam as melhores soluções a longo prazo para os problemas existenciais que o mundo enfrenta. “O RBI é uma ótima ideia que precisa de ser testada. A saúde e a educação de meninas é algo difícil de equilibrar”, continuou.

De acordo com o documento partilhado, do total de 1 bilhão de dólares do fundo, já saíram 100 mil dólares, mais de 520 mil reais.

Outras doações

A primeira doação concreta aconteceu no dia 2 de abril e teve como destino a America’s Food Fund, iniciativa lançada por Leonardo DiCaprio em colaboração com a Apple e com Oprah Winfrey, entre outras entidades.

A fatia de ações postas para este fundo representa 28% da fortuna do empresário, avaliada em 3,3 mil milhões de dólares, cerca de 3.054 milhões de euros, quase 20 milhões de reais.

Quanto à Square, empresa de pagamentos móveis e e-commerce criada em 2009, e da qual também é CEO e cofundador, o seu valor ronda os 6 milhões de dólares, pouco mais de 31,3 milhões de reais.

“O impacto que deste dinheiro vai beneficiar ambas as empresas [Square e Twitter] a longo prazo porque vai ajudar as pessoas as quais queremos servir”, concluiu.

 

Fonte: SóNotíciaBoa


23 de março de 2020
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Um dos efeitos do isolamento social que a pandemia do novo coronavírus tem gerado é um impacto econômico, em especial para trabalhadores informais ou autônomos. Buscando ajudar as mulheres que se encaixam nesse grupo, foi criado o Boleto+1.

A ideia do grupo do Facebook, criado na terça-feira, 17, é reunir pessoas que estão precisando de ajuda, em especial financeira, com pessoas que tenham condições de ajudar. “A ideia inicial era chamar as redes de amigos para que, entre eles, pudéssemos conversar e ajudar a pagar contas”, explica Janaina Kremer, professora de teatro e atriz.

Foi a partir de uma publicação de Janaina na segunda, 16, que a ideia para criar o grupo surgiu. “Eu fiquei aflita ao ver o problema dessas pessoas, que precisaram parar de trabalhar. Questionei o que poderia ser feito”, explica ela. A sugestão veio de uma amiga, Livia Pasqual, que sugeriu organizar um grupo.

Logo depois, a sugestão foi posta em prática. Além de Janaina e Livia, Priscila Guerra e Tatiana Masaad Nequete foram responsáveis por fundar e agora organizam o grupo, também com a ajuda de Caroline Falero. Janaina vive no interior do Rio Grande do Sul, enquanto Priscila, Tatiana e Livia vivem na capital do Estado e Caroline vive em São Paulo.

Janaina comenta que ficou surpresa com a dimensão que o grupo tomou. Hoje são mais de seis mil membros, de diversos estados. O crescimento já faz o grupo pensar que, em breve, precisarão de mais pessoas para ajudar a cuidar do grupo.

Ela também comenta que, apesar do objetivo ser ajudar mulheres, que geralmente precisam sustentar e cuidar da casa, dos filhos e dos pais – além de trabalhar -, homens também podem entrar no grupo, mas apenas para ajudar.

Uma das beneficiadas foi Vera Carvalho, que ministra aulas de pilates, dança e movimento. Ela teve que se mudar para o interior do Rio Grande do Sul para cuidar da mãe, e perdeu todos os seus clientes. Com dificuldade para encontrar novos e a perda de um espaço onde realizaria aulas, fechado devido ao novo coronavírus, ela fez uma publicação pedindo ajuda.

A resposta foi imediata, super rápida, uma coisa comovente, tocante, de conhecidos e desconhecidos que se disponibilizaram a pagar as contas”, conta ela. Além disso, Vera também divulgou suas aulas, que podem ser feitas pela internet, e conseguiu vários alunos que, em quarentena, buscam atividades para desenvolver. Alguns quiseram fazer apenas uma aula, mas outros já pagaram por um mês.

As ajudas se manifestam de diferentes formas. Algumas pessoas oferecem dinheiro, outras oferecem transporte, ou comida. Também há pessoas oferecendo aulas, gratuitas e pagas, além de publicações com depoimentos e agradecimentos. “Tudo está acontecendo organicamente”, ressalta Janaina.

A professora recebeu relatos de amigas próximas que receberam ajuda graças ao grupo, e também de amigos que ajudaram outros pessoas. Para ela, um lado positivo é esse estímulo à criação de um senso de comunidade e auxílio mútuo, essenciais em tempos de crise.

“Eu gostaria que ninguém precisasse disso, na maioria das vezes quando uma pessoa pede ajuda ela está em uma situação limite, ninguém gosta”, observa Janaina. Entretanto, ela fica feliz por conseguir, de algum modo, ajudar o próximo: “se alguém dormir melhor hoje, que bom”.

 

Fonte: msn


10 de fevereiro de 2020
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O número de pessoas mortas pelo novo coronavírus aumentou em 97 neste domingo (09/02), o maior número de mortes já registrado em um dia desde o início do surto, em dezembro, na cidade chinesa de Wuhan, capital da Província de Hubei.

O total de mortos na China chegou a 908, mas o número de novas infecções registradas por dia aparentemente se estabilizou.

Na China, 40.171 pessoas foram diagnosticadas com o vírus, e outras 187.518 estão em observação.

Por outro lado, cerca de um terço dos casos confirmados fora do território chinês (menos de 400, ou 1% do total) estão ligados ao cruzeiro Diamond Princess, que está sob quarentena há duas semanas no Japão.

Mais 60 pessoas que estavam a bordo apresentaram sinais de infecção, elevando a cifra para 130 infectados dentre as quase 3.700 pessoas ali dentro. Quem recebe diagnóstico positivo é transferido para algum hospital próximo.

Nesta segunda-feira (10/02), milhões de pessoas retornaram ao trabalho após as pausas do feriado do Ano Novo Lunar chinês, período que acabaria em 31 de janeiro, mas foi estendido a fim de evitar a disseminação do vírus.

Medidas de precaução ainda estão sendo adotadas, como redução da carga horária e abertura restrita de locais de trabalho.

Projeções indicam piora ou melhora?

Segundo as informações que se tem até o momento, o novo coronavírus mata cerca de 2 a cada 100 pessoas comprovadamente infectadas.

Mas faltam dados confiáveis para projeções mais precisas sobre quantas pessoas ainda devem contrair o vírus e quantas vão morrer. As análises se baseiam, por exemplo, no número de casos e mortes registrados e para quantas pessoas uma pessoa infectada é capaz de transmitir o vírus.

Só que uma das principais características do novo coronavírus é que ele pode ser transmitido ainda durante o período de incubação (entre 1 e 14 dias), quando a pessoa ainda não apresenta sintomas, como febre e tosse. E nem todo mundo que contrai o vírus fica doente. Tudo isso dificulta muito qualquer análise.

 

Fonte: BBC Brasil